3.8.15

cookie de banana

Agora que trabalho em casa, é comum sentir fome no meio de tarde e não ter nenhuma lanchonete por perto. Normalmente, vou pra cozinha e invento algo com os ingredientes disponíveis. Cookies têm sido frequentes, pois são rápidos e fáceis de fazer -  além de delicosos de comer!

Já testei algumas variações, mas essa foi a melhor até agora. Os cookies ficaram macios e crocantes na medida certa. Ah, a receita não é muito doce. Se você é mais formiguinha, vale acrescentar um pouco de açúcar mascavo. :)

Cookies de banana
(rende aproximadamente 15 biscoitos)

- 2 bananas médias amassadas
- 1 xícara de farinha de aveia
- 1/2 xícara de aveia em flocos médios
- 1/4 xícara de óleo de coco
- 1/4 xícara de mel (ou uma mistura de mel e melado)
- 1/2 xícara de nozes trituradas
- 3 colheres de chá de canela
- 5 gotas de baunilha

- misture todos os ingredientes numa bacia.
- com ajuda de uma colher, coloque bolinhas de massa numa forma untada. Aperte um pouquinho para ficarem mais achatadas.
- leve ao forno pré aquecido por cerca de 25 minutos. Os cookies devem estar marrons por baixo e não muito duros - eles endurecem um pouco depois que esfriam.

30.7.15

subindo a serra

Foi uma semana conturbada. Tanto que esquecemos da pousada reservada pro sábado. Cogitamos desmarcar, mas já era sexta à noite e não nos restou outra alternativa senão arrumar as malas.

Subimos a serra até Santa Rosa de Lima. Ano passado estive lá com o Dudu, que dessa vez ficou em casa estudando. Estar sozinha com minha família foi como voltar no tempo - não viajávamos juntos há mais de dois anos. A todo instante, vinham lembranças das aventuras que vivemos nós cinco, e me senti agradecida por serem tantas e tão boas.

Ficamos num chalé na beira do lago, com fogão a lenha e rede na varanda. Fazia frio, mas o tempo estava ensolarado e sem nuvens. A dona da pousava continuava tão simpática quanto da outra vez, e seu filho pacientemente nos levou para conhecer os arredores. Entre refeições, caminhadas e conversas, o dia passou num piscar de olhos.

Quando o sol se pôs, sentei na rede olhei pro céu. Na cidade, a noite parece chegar tão rápido, mas ali é como se a Terra girasse mais devagar. Observei o azul claro virar amarelo, depois laranja e roxo. Dentro do quarto, minha família tirava roupas da mala e se agilizava pra tomar banho. Logo chegou minha vez - mas quis esperar até que todas estrelas estivessem acesas.














9.7.15

rio de janeiro


No fim de dezembro, eu e minhas irmãs embarcamos rumo ao Rio de Janeiro. Mais que férias, essa viagem tinha um significado especial: a Alice ansiava por relaxar de uma rotina puxada de faculdade e trabalho, a Nina precisava provar pra ela mesma a sua independência e eu esperava pôr fim a um ciclo de medos e ansiedades.

Já no aeroporto, fomos recebidas por um calor sufocante. Munidas de nossas malas, pegamos um ônibus com ar-condicionado pra Ipanema - onde passaríamos os próximos dias. O frescor e o conforto das poltronas fez com que eu e a Alice dormíssemos imediatamente. Já a Nina não tirava os olhos da janela e vibrava com cada novidade que avistava.

O Rio de Janeiro é um bonito caos, que pulsa com a vida da natureza e das pessoas. A energia do mar contagia a cidade e o povo é alegre, simpático e barulhento. Pra minha surpresa, fui chamada de "meu amor" por garçons e engatei uma conversa animada com uma desconhecida no supermercado.

Em Ipanema, já acordávamos atrasadas. Os barulhos lá fora nos lembravam que o tempo não espera por ninguém. Todas as manhãs, saíamos do hotel empolgadas com as aventuras que o dia reservava: mergulhos no mar, passeios de bicicleta, pôr do sol na praia. À noite, jantávamos em algum restaurante delicioso e caíamos exaustas na cama.

Em um sábado de muito calor, pegamos um ônibus lotado pra Vargem Grande - onde passaríamos alguns dias. Os prédios eram cada vez mais espaçados e a paisagem cada vez mais verde.  De uma hora pra outra, nuvens cobriram as montanhas e uma chuva fina fez vapor sair do asfalto. Deixei a janela aberta e senti cada pingo refrescar minha alma.

A casa da tia Sil e do tio Marquinhos fica no meio do mato - uma das últimas de uma longa estradinha de terra. Por lá, os dias demoravam pra engrenar e o único som era o dos pássaros. Muitas vezes, adiávamos planos e passávamos o dia lendo um livro, tomando banho de ducha e degustando as delícias preparadas pela tia Sil na cozinha.

Tanta paz me fez perceber o quão conturbada eu estava por dentro. O tempo livre e o isolamento trouxeram à tona angústias que não pude ignorar: apesar do silêncio lá fora, elas gritavam dentro de mim. Quis sair, caminhar, ver pessoas, mas não adiantou. Logo percebi que não teria férias de mim mesma - o medo e ansiedade continuariam me consumindo enquanto permitisse.

A viagem terminou e voltei pra casa com uma certeza: chegou a hora. Durante os próximos meses, precisaria encontrar o que me deixava sempre a um passo da felicidade - e descobrir como me livrar daquele peso que carregava sem meu consentimento. Não seria uma tarefa fácil, mas eu estava pronta.














22.9.14

últimos raios de sol


Num domingo qualquer, fui à praia com minhas irmãs e a Matilda. Era quase pôr do sol e não teríamos muito tempo, mas o dia estava tão bonito que parecia o certo a se fazer.

Não tinha quase ninguém na areia - e apenas alguns surfistas na água. Tiramos nossos sapatos e começamos a correr. Quanto mais corríamos, mais a Matilda corria. E logo estávamos as três cansadas.

A energia da natureza era tão forte que tive a certeza de pertencer a algo muito maior. Na praia, meus problemas são simples de resolver e minhas dúvidas não me atormentam. Sou só mais uma peça dessa enorme máquina - e minha vida é exatamente como deveria ser. Encho meu peito de alegria e confiança e volto pra casa renovada.