27.8.13

sábado aqui em casa









Sábado fizemos um almoço aqui em casa - tínhamos muito o que comemorar. Naquela semana, foi aniversário de dois amigos e outros dois foram aprovados no TCC (incluindo o Dudu!).

Entre preparar a comida e comer, quase não tive tempo pra fotografar. Surpresa boa quando peguei a câmera e vi que fizeram isso por mim. Algumas das fotos aí de cima não faço ideia de quem tirou. Sorte que tenho amigos talentosos. :)

14.8.13

ajuda no frio


No dia mais frio do ano, eu e o Dudu acordamos antes das cinco da manhã. Sabíamos que ia ser difícil levantar tão cedo, mas o ar gelado nos fazia querer deixar a cama ainda menos. Trocamos de roupa embaixo do cobertor, tomamos uma xícara de café e vestimos algumas camadas de casacos. Saímos de casa e o sol nem ensaiava aparecer.

No centro da cidade, o silêncio era profundo - os festeiros já tinham ido embora e os passarinhos ainda dormiam. Quando chegamos ao local combinado, nossos amigos estavam lá, descarregando as peças do caminhão. O André - idealizador do evento que íamos ajudar a montar - tinha tudo perfeitamente planejado. Dadas as instruções, o processo foi tranquilo e descontraído: risadas e conversas entre parafusos e martelos.

A estrutura ficou pronta às oito da manhã, mas só ganhou vida às seis da tarde - quando, de lá de dentro, quatro instrumentistas faziam música às ordens do público. Uma chuva nos pegou de surpresa, mas não o suficiente pra arruinar o sucesso da intervenção. Com o fim do expediente, o fluxo de pessoas era cada vez maior - muitas paravam pra assistir e participar, algumas olhavam curiosas, e outras só queriam correr pra um lugar quente e seco.

Depois de mais de uma hora de som, eu e o Dudu fomos pra casa. Sem nem jantar, nos jogamos na cama exaustos - porém ansiosos pra fazer tudo outra vez. De preferência numa noite de verão.

Confira aqui o vídeo do evento. Vale a pena! :)

















9.8.13

o presente


As últimas três semanas foram, provavelmente, as mais desocupadas da minha vida - nem aos 15 anos tive tão poucos compromissos. Enquanto espero ser chamada pra um emprego, o Dudu passa incontáveis horas fazendo seu TCC. Tem vezes que o mais longe que vamos é até a praia no fim da rua. Ainda assim, me mantenho em constante movimento e acordo todos os dias cheia de planos e energia.

Tirando o choque inicial, me adaptei à vida no Brasil com naturalidade. Estar com o Dudu tornou tudo mais leve e divertido. Tive medo que o tempo que passei na Inglaterra nos distanciasse, mas foi justamente o contrário - nesses oito anos juntos, nunca estive tão apaixonada. A gente se ajuda, se respeita, se entende e somos companheiros acima de tudo.

Tenho passado horas cozinhando e isso me dá imenso prazer. Fico ansiosa pra testar novas receitas, e comprar comida virou uma diversão. Aos poucos descubro diferentes gostos e combinações e aprendo a ser menos atrapalhada na cozinha. Faz tempo que não me corto, nem me queimo ou derrubo o saco de arroz no chão - apesar que ontem coloquei fogo num pano de prato...

Quase todos os dias, tenho longas conversas pelo Skype com a minha família. Eles contam as novidades, perguntam de mim, fazem gracinhas e mandam beijos. Por alguns minutos, até esqueço que estamos tão longe. Quando o coração dói de saudades, digo pra mim mesma que o amor não tem distâncias e que não demora pra gente se reencontrar.

Esse último ano me fez mais feliz que podia imaginar. Os laços que criei com os meus pais, minhas irmãs e o Dudu me mostraram o que realmente importa. Pela primeira vez em muito tempo, já não anseio o futuro - estou completa no presente. :)